OPINIÃO || O CANTO MAIS ESCURO DA FLORESTA - HOLLY BLACK || @galerarecord

20 de jan de 2018

O Canto Mais Escuro da Floresta - Holly Black

Original: The Darkest Part of the Forest
Páginas: 294
Ano: 2017
Editora: Galera Record
Encontre aqui: Skoob, Amazon, Saraiva.

"Mas ela era Hazel. Não tinha poderes. O que significava que precisava estar sempre alerta, pensando rápido e prestando atenção em tudo."




Fairfold é uma cidade pequena, onde os moradores mantém uma relação "amigável" com o povo das Fadas. Na cidade existe uma floresta que atrai vários turistas, por conta de um caixão que está em seu centro. Nesse caixão, está adormecido um garoto com chifres e orelhas pontudas.

Hazel e Ben são irmãos e desde criança escutam histórias sobre o povo das Fadas e sobre o garoto adormecido. Acreditam que ele é um príncipe e que os dois são seus cavaleiros e estão destinados a protegê-lo. Sonham com o dia em que seu príncipe acorde e que demonstre ser bondoso, ao contrário dos outros seres feéricos. Com o passar dos anos os irmãos acabam deixando isso de lado, deixando de acreditar que um dia o príncipe deles possa acordar. Até que algo inesperado acontece e ele acorda.

"- Porque ele é o nosso príncipe - disse Hazel, sentindo a verdade desta frase. Era esperado que eles o salvassem. Ela e Ben deveriam salvá-lo. E talvez pudessem viver juntos uma última aventura." (p. 47)

Oi madies, tudo bem? Desde quando esse livro saiu, eu estava curiosa para lê-lo. Primeiro, por conta da capa que está lindíssima. Segundo, porque sou apaixonada por essa autora e terceiro, porque adoro uma fantasia mais juvenil. E devo dizer que me surpreendi demais com o que encontrei aqui.

Em O Canto Mais Escuro da Floresta nós acompanhamos três personagens: Hazel, Ben e Jake. Hazel e Ben cresceram em torno das histórias que criaram sobre o garoto adormecido e isso trouxe uma união muito grande entre os irmãos. Gostavam de enfrentar o povo das fadas, cada um com suas habilidades, afim de deixar a cidade mais segura. Por conta de alguns acontecimentos, eles acabam deixando essas fantasias de lado, até precisarem retomá-las, quando o garoto de chifres acorda.


Hazel me conquistou logo de cara, simplesmente porque me identifico com ela. Apesar de fazer tempo em que ela e seu irmão deixaram de lutar com o povo das fadas e de desejarem estar sempre ao lado príncipe adormecido, ela nunca deixou de querer ser um cavaleiro e proteger as pessoas e a cidade onde mora. Ela é inteligente, perspicaz e vai fundo naquilo que deseja, sem pensar muito nas consequências. Para mim foi impossível não comparecer de seus dilemas e desejar que tudo melhorasse. O jeito "frio" que ela demonstra, principalmente em relação aos sentimentos foi o que me vez encantar e perceber o quão somos parecidas. Fazia muito tempo que não me sentia tão representada em uma personagem.

Ben é oposto da sua irmã. Completamente amoroso, se doa sem medidas, o que causa uma série de desilusões. É mais romântico e apesar do passar dos anos, nunca deixou de visitar o príncipe adormecido e de sonhar com o dia em que acordasse. Ótimo contador de histórias e possui o dom da música, no qual foi "abençoado" por um ser das fadas quando era pequeno. Ben pode parecer frágil, mas ele vai até o fim por aqueles que ama, principalmente a sua irmã. Os dilemas que ele enfrenta sobre o seu dom e seus sentimentos nos deixa mais apaixonados ainda.

Jake é do povo das fadas mas que foi criado por uma família humana. Apesar de ser diferente, faz de tudo para se encaixar na vida humana e está sempre junto de Ben, o seu melhor amigo e de Hazel. Ele é extremamente cativante e misterioso, pois é bem reservado quanto à sua origem. Ao longo da história nós vamos descobrindo mais sobre ele e se apaixonando. Impossível não gostar dele.


A trama é muito bem desenvolvida e gostei demais de como os fatos foram apresentados. Já li outro livro da autora e sou apaixonada por sua escrita e estilo de narrativa, então sabia que não ia me decepcionar nesse quesito.

A mitologia das fadas é muito ampla e a forma em que foi inserida aqui me deixou bem satisfeita. Os seres feéricos são belos e assustadores ao mesmo tempo e mesmo quando são "bonzinhos", podemos perceber a malícia em suas palavras e atos. Ninguém (tirando o vilão) é totalmente bom ou ruim nessa história, o que deixa tudo mais interessante. O modo como os moradores da cidade reagem à ela também é muito interessante, porque apesar de todos os defeitos e "acidentes" ninguém consegue realmente ficar longe por muito tempo. Como se um imã os atraísse de volta.

"Em Fairfold, todo mundo lidava com o Povo como se eles fossem um desastre natural inevitável, como uma tempestade de granizo ou uma enxurrada que arrasta você rio abaixo. Era um estranho caso de dupla consciência. Era preciso respeitar o Povo, e não ter medo deles." (p. 31)

Outra coisa muito interessante é a representatividade presente na história. Cada um dos protagonistas fogem do esteriótipo de alguma maneira e a autora conseguiu retratar isso de forma sutil e real, como deve ser. Apesar de ser uma história fantástica, é fácil de se identificar com algo ou alguém.

Eu gostei demais do livro e recomendo a leitura para todos. É uma história leve, envolvente e que vai te dar um quentinho no coração no final. Me envolvi com todos os personagens e seus dilemas e gostei demais de como a história foi conduzida. Holly Black está de parabéns mais uma vez!

Espero que vocês leiam e tirem suas próprias conclusões. E claro, depois venham aqui me contar o que acharam.

Beijos e até a próxima

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