A ONCE UPON A TIME TALE: DESPERTAR - ODETTE BEANE // @PLANETADELIVROSBRASIL

14 de ago. de 2019


A Once Upon a Time Tale: Despertar (Reawakaned: A Once Upon a Time Tale) - Odette Beane
Editora Planeta || Tradutor: Júlio Andrade Filho || Skoob
304 páginas || publicado em 2013 || Once Upon a Time #01


Emma Swan é uma mulher que foi abandonada quando era bebê e desde então sua vida não tem sido uma das melhores. Trabalha caçando fugitivos e possui uma vida meio que solitária. No dia de seu aniversário, tudo que ela deseja é não passar essa data sozinha. Assim que faz o pedido e apaga as velas, a campainha toca e ela se surpreende ao ver um menino de 10 anos chamado Henry, que diz ser o seu filho. Ele mora em Storybrooke e acredita que Emma é a chave para quebrar a maldição que assolou os habitantes da cidade. Ela não acredita em nada, mas a partir do momento que vai levar Henry de volta, sua vida já não será a mesma. 

"Não era bom acreditar em coisas que não fossem verdadeiras. Isso deixava a pessoa muito vulnerável. Talvez essa fosse praticamente a única lição de vida que tinha a oferecer, e acreditava nela." - págs. 35/36

Uma coisa que eu acho que nunca falei aqui é que eu amo contos de fadas e suas releituras. Fico tentada a ler todos as releituras que eu encontro pela frente e não foi diferente quando soube da série de tv. Esse livro é baseado na série, e transcreve toda a primeira temporada. Apesar de eu já conhecer a história, eu amei revisitar esses personagens e agora tudo o que eu quero é reassistir tudo de novo.

Emma é complete realista e não acredita em magia e mundos alternativos, o que contrasta muito com o pensamento de seu filho Henry, que depois de ler um livro dado por sua professora, acredita que todos da cidade estão presos em uma maldição e que sua mãe adotiva, a prefeita Regina é a verdadeira Rainha Má. 

Algo que me chamou muito atenção, além da temática dos contos de fadas, é o quanto Emma muda de pensamento de acordo que a história anda. Ela deu o filho para adoção assim que ele nasceu, pois acreditava que assim ele teria uma vida melhor e mesmo com o aparecimento dele, no início ela simplesmente queria devolvê-lo para sua casa. Mas ela vai se afeiçoando ao menino e ver ela quebrando essas maneiras que tem em si mesma é muito interessante.


A história intercala em dois planos de fundo: o nosso mundo real com Emma criando um vínculo com seu filho e tentando se habituar a rotina em Storybrooke, e os personagens na Floresta Encantada, tempos antes da maldição ser lançada. Conhecemos a história de como Branca de Neve conheceu o Príncipe Encantado, do porque a Rainha Má odeia a Branca e a relação dos outros personagens nessa trama. 

Todos os personagens te cativam de certa forma, até mesmo os vilões. Você entende a justificativa de seus atos, mesmo não concordando e essa releitura mostra que ninguém é totalmente bom ou mal. De todas as releituras dos contos de fadas que eu já li ou assisti, essa com certeza é uma das minhas favoritas e apesar da série de tv ter se perdido em alguns momentos (comentarei em outro post), vale muito a pena conferir.

Antes de finalizar eu quero abrir um adendo aqui: eu simplesmente DETESTEI o Príncipe Encantado em nosso mundo. Eu não me lembrava o quão babaca ele é e com certeza se a maldição não tivesse sido desfeita, a Branca não terminaria com ele. 

Desabafo finalizando, eu só quero dizer que eu adorei ler esse livro e queria que tivessem feito das outras temporadas também. Em alguns momentos eu senti que faltavam algumas coisas, mas é que eu focava no que tinha na série e não no livro. A história escrita funcionou muito bem e com certeza vai te cativar, ainda mais se você gosta de contos de fadas. Vai aprender mais sobre o amor, a lealdade, família e o elo que une as pessoas. Como todo bom conto de fadas, vai te trazer muitas mensagens interessantes e que vão aquecer o seu coração.

"Esse muro que você construiu em torno do seu coração. Você acha que isso é uma coisa que a protege. E provavelmente protege mesmo. Mas há um custo nisso."

Um beijo do coração, até!

RESUMO DA SEMANA #17 // 28-07-19 A 10-08-19

12 de ago. de 2019

Oi madies, tudo bem? Essas últimas semanas foram uma correria danada! Mas uma coisa muuuuuito boa aconteceu comigo: eu finalmente arrumei um emprego <3 é completamente fora da minha área de atuação, mas eu estou tão feliz e ansiosa pelas coisas boas e diferentes que esse emprego está e vai continuar me proporcionando :) enquanto eu não me acostumo com essa nova rotina e não arrumo um tempo relativamente bom para meus hobbies, o blog e as redes sociais permanecerão sem atualização (até porque eu quero mudar muitas coisas que não estão me deixando mais satisfeitas). Por conta disso, dessa vez só tenho as minhas leituras para atualizar à vocês.

Leituras

Sherlock Holmes - Vol. 01 // li 134 págs.
Terminei a primeira história desse volume, um estudo em vermelho. Nunca fiquei tão feliz em ter iniciado uma leitura. Fazia tempos que estava protelando para começar a ler os livros desse box. Nessa primeira história acompanhamos como Sherlock e Watson se conheceram e o dr. acompanhando o detetive em um caso incrível. Além de uma história fascinante, temos a interação dos nossos protagonistas, que são bem diferentes entre si. Gostei demais e não vejo a hora de continuar a leitura.

O Milésimo Andar // li 100% - 4 
Essa foi uma releitura pra mim, porque recentemente saiu a continuação e eu lembrava bem pouco da história. Continuo apaixonada por esse universo, mas sinto que o romance principal me incomodou mais do que da primeira vez, apesar da protagonista falar sobre seu amor, eu não sentia ele de fato e não entendia o porque dela amar o carinha lá, ainda mais por ser um romance proibido. Mas o principal é que eu não me lembrava de quem morria no final e fiquei chocada novamente. Vou começar a continuação agora!

Um beijo do coração, até!

FIQUE COMIGO - AYÒBÁMI ADÉBÁYÒ // @taglivros

1 de ago. de 2019


Fique Comigo (Stay With Me) - Ayòbámi Adébáyò
TAG Livros/HarperCollins Brasil || Tradução: Marina Vargas || Skoob
256 páginas || publicado em 2018



Yejide e Akin se apaixonaram de imediato e logo se casaram. Apesar de nascerem em uma cultura poligâmica, decidiram por um casamento monogâmico e estavam muitos felizes assim. Mas, depois de quatro anos casados e sem filhos, a família de Akin começou a pressioná-lo para desposar de uma segunda esposa e mesmo ele amando Yejide, acabou cedendo aos pedidos de sua família. A partir do momento que Akin toma essa decisão, Yejide chega ao limite e começa a fazer tudo que está ao seu alcance para chegar à desejada gravidez. 

"Mas há coisas que nem mesmo o amor é capaz de fazer. Antes de me casar, eu acreditava que o amor podia tudo. Porém, logo descobri que ele não era capaz de suportar o peso de quatro anos sem filhos. Quando o fardo é pesado demais e o carregamos por muito tempo, até mesmo o amor se verga, racha, fica prestes a se despedaçar, e às vezes se despedaça de fato. Mas, mesmo quando está em mil pedaços aos nossos pés, não significa que não seja mais amor." (p. 26)

Esse é o tipo de livro que eu não leria se não fosse por incentivo. Foi a leitura de fevereiro do clube do livro vórtice fantástico e apesar de ter se passado tanto tempo desde que realizei a leitura, ainda não sei bem como falar sobre essa história e o quanto ela me impactou.

Nós acompanhamos Yejide e Akin se conhecendo, se apaixonando e tendo um casamento sólido e feliz. Apesar de todas as dificuldades que o casal passa, é nítido o amor que um sente pelo outro. Mas o fato de Yejide não ter engravidado ainda pesa muito na relação, ainda mais pelo ambiente cultural que estão inseridos. 

Yejide é uma mulher a frente do seu tempo, que cursou a faculdade e abriu um salão próprio que faz muito sucesso, mas isso não esconde o fato dela ser considerada uma "vergonha" por não ter sido mãe ainda e isso pesa ainda mais por ser um desejo pessoal seu e não só algo imposto pela sociedade. Me envolvi tanto com essa história que cada sofrimento de Yejide foi um sofrimento para mim também. Acompanhar a sua luta para engravidar, ver ela buscando vários meios alternativos para isso é muito angustiante. Yejide chega a um ponto de ter uma gravidez psicológica e é nesse momento que vemos o quão fragilizada ela está. 

Akin foi um misto de emoções para mim. Achei um homem fraco por submeter as pressões que sua família impunha em seu casamento e aceitar uma segunda esposa sabendo do quanto isso afetaria sua vida com Yejide. Mas ao mesmo tempo eu tentava entender como sua cabeça funcionava e entender que na visão dele tudo era feito por amor  à sua esposa. Depois que uma certa coisa é revelada, confesso que acabei não aceitando suas desculpas e passando muita raiva com ele.


Uma das coisas que eu achei super bacana é a ambientação política que é intercalada com a trama principal. A história se passa na Nigéria dos anos 80, o meio de um golpe militar e foi muito interessante ver como as pessoas lidaram com isso e entender como afetavam suas vidas. Não sou muito por dentro da política e as pinceladas que a autora deu deixaram a história ainda mais rica.

A forma que a autora aborda a cultura nigeriana e a importância da maternidade é muito real e singela ao mesmo tempo. A pressão que as mulheres sofriam - e ainda sofrem - por agradarem os maridos, dar continuidade à linhagem e cuidar da casa é muito bem trabalhado nessa história, principalmente as consequências que isso traz para o psicológico das pessoas quando elas não conseguem atender as expectativas. Eu me emocionei bastante, sofri horrores e me afundei nessa trama familiar repleta de dor, mentiras e sofrimento. O livro é muito mais do que eu imaginei que seria e fui surpreendida em diversos momentos. O final é simplesmente incrível e condiz muito com tudo que foi trabalhado. 

Espero que vocês deem uma chance à esse livro. Não contei muito sobre o enredo porque acredito que assim a experiência da leitura será ainda mais proveitosa. Mas já adianto que a autora aborda muito mais do que eu comentei aqui. E claro, a escrita é tão incrível que quando a gente menos espera já está voando na leitura.

Um beijo do coração, até!

MENINA BOA MENINA MÁ - ALI LAND // @EDITORARECORD

30 de jul. de 2019


Menina Boa Menina Má (Good Me Bad Me) - Ali Land
Editora Record || Tradutor: Claudia Costa Guimarães || Skoob
376 páginas || publicado em 2018


Annie é um adolescente que denunciou sua mãe para a polícia, pois ela é uma assassina em série de crianças. A partir desse momento, ela vai para um lar adotivo temporário e passa a se chamar Milly. Nessa nova vida, ela vai tentar se encaixar numa nova rotina, recomeçar e se preparar para o julgamento da mãe, onde terá que depor. Além de todas essas questões, ela deverá trabalhar a sua mente e entender que ela não é má igual a mãe, ou será que é?

"Os corações das crianças pequenas são órgãos delicados. Um começo cruel nesse mundo pode moldá-los de maneiras estranhas." - Carson McCullers, 1917-1967 (pág. 07)

Assim que esse livro foi lançado, eu fiquei muito curiosa para lê-lo. Adoro thrillers psicológicos e tentar entender a mente daqueles que estão por trás das atrocidades. E estar na cabeça de Milly não é fácil. A primeira coisa que sentimos é pena, por ter sido criada pela mãe que teve, e por, apesar de saber que a mãe não é uma boa pessoa, ainda assim sentir saudades dela. São sentimentos controversos, que vão mexendo muito com a nossa protagonista e ajudando a gente entender um pouco sobre como ela se sente com tudo o que passou.

O lar para qual a Milly vai parece ser tão desestabilizado quanto ela. Mike, Saskia e Phoebe são uma família que já possuem certos problemas de interação, entre outras coisas, e talvez essa readaptação seja ainda mais difícil por conta disso. Phoebe é uma personagem que eu odiei logo de cara e essa sensação se manteve até o final. Já do Mike eu senti pena, porque realmente deu para perceber que ele sempre quis fazer o melhor para todas ali. Saskia não teve tanto destaque assim e foi irrelevante para mim.

O foco mesmo é a preparação para o julgamento e vamos relembrando diversos momentos de Milly morando com a mãe, entendendo como era a dinâmica e como a mãe dela conseguir sequestrar essas crianças e como ela as matava. Essas cenas são bem fortes e me deixaram com um gosto amargo na boca. O que ela fazia com as crianças e com a própria filha era perturbador, o que faz a gente entender do porque a Milly ser tão confusa e ter medo de ser assim também.


A leitura flui bem fácil, pois a escrita da autora é bem convidativa. A gente fica bem agoniado com as cenas do passado e tenta entender quais serão os próximos passos da protagonista. Milly é uma personagem confusa e perturbada e a todo momento nós sentimos que ela tenta sempre ser uma pessoa boa, apesar do mal estar ali a espreita.

Eu gostei bastante da leitura, mas tive muitas dificuldades em avançar na história. Cada cena mais forte, ou quando eu imaginava que algo ruim iria acontecer, minha ansiedade atacava e eu simplesmente não conseguia avançar no livro, o que dificultou bastante e fez com que eu ficasse meses lendo ele. Claro que isso foi algo pessoal e não tira todo o brilho da história, mas esse livro realmente mexeu comigo.

Espero que vocês deem uma chance e se deleitem com esse thriller que é muito bem escrito e que vai mexer com você. Milly é uma narradora na qual não podemos confiar, com uma mente confusa e que vai trazer algumas revelações bem chocantes. Vale muito a pena a leitura.

"Li num livro uma vez que gente violenta tem a cabeça quente, enquanto psicopatas são frios de coração. Quente e frio. Cabeça e coração. Mas e se a gente sai de uma pessoa que é as duas coisas? O que acontece?" - pág. 43

Um beijo do coração, até!