EU VI || INTO THE WILD (NA NATUREZA SELVAGEM)

22 de set de 2016



Into The Wild ( Na Natureza Selvagem)

Direção: Sean Penn
Ano: 2007
Duração: 148 minutos
Classificação: 12 anos
Encontre Aqui: Filmow

"A felicidade só é real quando compartilhada."



Olá, pessoas.O filme que vim recomendar hoje é arrasador. Faz poucas horas que assisti e, sinceramente, ele ainda está rodando na minha cabeça. Eu lembro que, na época que ele foi lançado, todo mundo que assistia vinha comentar que tinha amado o filme. Fui pesquisar um pouco antes e fiquei com a impressão de que era muito triste e deixei passar (como sempre, eu tomando todas as decisões erradas possíveis na vida).

E se eu estivesse sorrindo e correndo para os seus braços? Você veria então o que eu vejo agora?
Esse filme é a biografia de Christopher McCandless, um cara que viajou pelos Estados Unidos na década de 1990. Ele criticava de maneira feroz esse estilo de vida capitalista que as pessoas ao redor dele viviam e decidiu que aquilo não era para ele. Assim que ele se formou, ele doou o dinheiro que ele tinha e foi viver da maneira que ele achava que era correta longe de todos que ele conhecia. Não se preocupem, o filme não é um ataque ao capitalismo selvagem, sugerindo a todos que larguem suas vidas e vão viver das coisas que a natureza dá. Em algum momentos até percebe-se críticas ao próprio personagem principal, que é tratado tridimensionalmente, deixando claro que ele é uma pessoa com qualidades e defeitos como todos nós.

E também sei como é importante na vida,
não necessariamente ser forte, mas sentir-se forte...
Podemos dizer isso de todos os personagens que aparecem. Todas as pessoas que passam pela vida do protagonista tem seus próprios problemas para resolver, mas mesmo assim ensinam coisas maravilhosas. Senti tudo muito bem utilizado, nada fica sobrando, entendem? A fotografia do filme é muito bonita, e o diretor usa de locação para as filmagens, os lugares reais em que McCandless passou pela sua jornada, o que dá um certo ar de documentário. Outra coisa que faz toda a diferença, é a trilha sonora composta pelo Eddie Vedder (vocalista do Pearl Jam, aquela banda maravilhosa de grunge dos anos 1990). 

Esse filme é baseado num livro homônimo, que já quero muito ler. Aparentemente, o livro tem uma pegada mais jornalística, e estou bem curiosa para observar essas diferenças entre as mídias. Enfim, o importante é que o filme é muito bom de assistir. Vi alguns comentários que diziam achar o filme muito longo, mas eu nem senti o tempo passar (claro, isso é bem pessoal, a gente tem que assistir para saber). Espero que se sintam instigados a assistir o filme e, se você já assistiu, comente ali em baixo o que achou.


Assista ao Trailer




Abraços e até a próxima.

OPINIÃO || A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS - MARKUS ZUSAK || @intrinseca

20 de set de 2016

A Menina Que Roubava Livros - Markus Zusak

Original: The Book Thief
Páginas: 478
Ano: 2014
Editora: Intrínseca
Encontre Aqui: Skoob, Amazon, Saraiva, Submarino.

“Está aí uma coisa que nunca saberei nem compreenderei: do que os humanos são capazes.”




Olá a resenha de hoje é de mais um livro emocionante, acredito que todos conheçam este livro, quem ainda não leu, ao menos já ouviu falar. Eu já tinha ouvido falar muito a respeito desse livro e sempre que ouvia pensava: “mais um livro da 2º guerra mostrando o sofrimento dos judeus.” Mas me surpreendi ao ler, pois, não fala apenas dos judeus, ele vai além.

menina que roubava livros retrata a Alemanha da 2º Guerra Mundial, a ditadura de Hitler, a perseguição aos judeus, o sofrimento dos alemães, afinal qualquer pessoa que viva em meio á guerra sofre, mas também mostra as brincadeiras das crianças que moravam na rua Himmel.9

Este livro tem uma narradora um pouco diferente dos outros: a morte. E por isso não podemos esperar risos, somente lágrimas, certo? Errado



“Decididamente, eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo.” (p. 08)

O autor usa da ironia em quase todo o livro, o que é muito bom, pois dá um ar mais leve ao livro que possui um tema tão pesado. A história concentra-se nos moradores da rua Himmel, em especial a família de Liesel, uma menina muito esperta.

O que mais me chamou a atenção neste livro foi o fato de que o autor não fala tanto sobre os judeus, como acontecem na maioria dos livros sobre a 2º Guerra Mundial. Neste livro a ênfase é dada aos alemães, afinal eles também sofreram. Imagine crianças sendo obrigadas a desfilar nas ruas dizendo que Hitler era perfeito, homens sendo obrigados a irem para a guerra enquanto sua esposa e filhos ficam em casa sem comida. Esta não é uma realidade boa.


“Dizem que a guerra é a melhor amiga da morte, mas devo oferecer-lhe um ponto de vista diferente a esse respeito. Para mim, a guerra é como aquele novo chefe que espera o impossível. Olha por cima do ombro da gente e repete sem parar a mesma coisa: ‘apronte logo isso, apronte logo isso.’ E aí a gente aumenta o trabalho. Faz o que tem que ser feito. Mas o chefe não agradece. Pede mais.


O melhor desse livro é que ele foi escrito a partir de relatos de pessoas que viveram na Alemanha nazista, os pais do autor. Talvez por isso seja tão real.

Outro ponto muito interessante são as crianças, é lindo vem como, mesmo em meio à guerra, elas nunca deixam de brincar e de sonhar. Sonhar é o que nos motiva a viver.

Bem, essa resenha está um tanto sem coerência e sem conclusão, mas não posso falar mais para não dar spoilers. O que tenho a dizer é: talvez este livro te faça chorar, mas em alguns momentos você rirá, eu diria que vale a pena arriscar, pois o que aprendemos com ele levamos para a vida toda.


E aí gostaram? Já leram? Até a próxima e bjs da Val.


OPINIÃO || LIVRO DO DIA E DA NOITE: A UNIÃO DE DOIS MUNDOS - SANDRA CARREIROS

19 de set de 2016

O Livro do Dia e Da Noite: A União de Dois Mundos - Sandra Carreiros

Páginas: 190
Ano: 2010
Editora: Chiado Editora
Encontre Aqui: Skoob.

"No Mundo dos Homens, o meu poder é o dinheiro. Com ele tento fazer justiça e ajudar quem mais precisa."




Olá, pessoas. O livro que vou falar para vocês hoje é voltado para o público Juvenil e é de Portugal. Eu tenho uma relação muito próxima com a Literatura Infanto-Juvenil, foi meu corpus de estudo e é uma coisa que eu gosto muito de ler, sempre que eu posso. De início eu nem sabia que esse era um livro assim, achei que era um romance por causa da capa, e meio que já estava torcendo o nariz. Quando descobri que não era nada do que estava pensando, fiquei bem mais aliviada e até curiosa para saber o que a leitura me guardava.

O livro começa com uma mulher procurando uma caverna secreta no meio da chuva. Assim que ela encontra, somos apresentados aos quatro personagens principais, que sairão em uma busca: Maria, Pedro, Sandrina e JM. Eles precisam encontrar Luna, que foi uma das rainhas mais poderosas do Mundo da Magia, e que vai renascer no Mundo dos Homens, mais precisamente em Portugal. E assim tem início a aventura desses quatro jovenzinhos.


O início da história me lembrou muito vários livros infanto-juvenis que já li até hoje: várias crianças/adolescentes cheios de energia e falastrões que encontram uma aventura e mergulham nela de cabeça. Mas fiquei um pouco decepcionada já que a construção dos personagens é plana, eu quase nunca sabia muito bem quem é que estava falando ou fazendo alguma coisa, são todos muito parecidos. O único que tem uma personalidade mais definida é Pedro, e isso porque ele é descrito como preguiçoso e narcisista. Outra coisa que me incomodou bastante foi o fato das soluções para os problemas deles saírem do nada. Não há nenhuma indicação que uma solução (geralmente) externa está para aparecer, mas do nada alguém surge e tudo se resolve, meio Deus Ex-Machina.


"Só vim dar um beijo de boa noite! Senti que o tinha que fazer, é inexplicável! - disse ele, enquanto se debruçou sobre o seu rosto e lhe deu um beijo delicado na face. - Talvez seja porque já foste rainha do meu povo." (p. 88).

O livro veio em português de Portugal, mas como eu já tenho um background de português arcaico e galego-português, não achei isso um problema. Talvez haja alguma dificuldade com uma palavra ou outra, mas poderia ser bem pior, acreditem. Como ponto positivo, achei que o livro passa bem a cultura portuguesa. Percebi que a autora exaltou o que Portugal tem de interessante e foi o que mais gostei de toda a leitura. O livro também é composto de muitos diálogos e capítulos curtos, o que deixa a leitura rápida. Espero que gostem.

Livro lido em booktour

Abraços e até a próxima.
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